A Justiça fluminense decretou a prisão preventiva de mais quatro acusados de envolvimento na morte de advogado no Rio, crime ocorrido no centro da capital em fevereiro de 2024. A decisão atende a uma denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
morte de advogado no Rio: principais pontos
Na última segunda-feira (24), a Polícia Civil cumpriu a ordem judicial contra o policial militar da ativa Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull, lotado no 15º Batalhão de Polícia Militar em Duque de Caxias. Outros dois acusados, o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho (Adilsinho) e Ryan Patrick Barboza de Oliveira (Motinha), já se encontravam sob custódia e tiveram os novos mandados notificados no dia 20 deste mês.
O quarto denunciado, Rafael Ferreira Silva (Cachoeira), é considerado foragido.
Disputa pelo mercado de apostas virtuais
Conforme apontado na denúncia, Adilsinho — considerado uma das principais lideranças da nova cúpula do jogo do bicho — teria encomendado o homicídio. Ele avaliava que a intenção de Rodrigo Crespo em atuar no setor de apostas virtuais (bets) trazia riscos aos seus negócios no segmento.
Na época, contraventores buscavam expandir sua presença nesse ramo lucrativo, enquanto a vítima procurava financiadores para implementar um projeto de grande porte e abrir um bar esportivo com máquinas semelhantes a caça-níqueis.
Monitoramento e participação no crime
A apuração técnica revelou que o grupo dividiu tarefas para executar o plano. Ryan realizou a vigilância sobre os passos do advogado, identificando horários e rotas favoráveis. Já o PM Renato e Rafael deram suporte operacional no veículo usado para a fuga e acompanharam o trajeto até a região de um sítio utilizado por Rafael como esconderijo.
Ao acolher a denúncia por homicídio qualificado, a 3ª Vara Criminal determinou a permanência de Adilsinho em presídio federal de segurança máxima por três anos. Além disso, a Justiça decretou a suspensão do exercício da função pública e do porte de arma do policial militar Renato Franco Lopes. Adilsinho havia sido detido em fevereiro de 2026, em Cabo Frio, e transferido para a Penitenciária da Papuda, em Brasília.
RM NEWS | Redação Multimídia
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