O secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de João Pessoa, Bruno Farias, criticou, nesta terça-feira (26), à pré-candidatura do ex-governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), ao Senado Federal nas eleições de 2026.
A declaração aconteceu durante entrevista ao programa 60 Minutos, da Rádio Arapuan FM.
Ao ser questionado sobre a definição da segunda vaga ao Senado no grupo político liderado pelo ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), Bruno afirmou ter dificuldades em apoiar João Azevêdo.
“Particularmente, tenho uma dificuldade enorme em votar em uma pessoa que enxerga o Senado como um pijama de seda, uma pantufa e uma cadeira de papai. O Senado não pode ser um prêmio à aposentadoria. O Senado é uma casa política e precisa fazer política 24 horas por dia”, declarou.
O secretário também mencionou divergências políticas entre João Azevêdo e o grupo liderado por Cícero Lucena.
“Além de tudo, está em um campo político oposto ao do meu pré-candidato ao Governo do Estado, o ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena”, acrescentou.
Questionado sobre a possibilidade de apoiar o ex-prefeito de Patos e pré-candidato ao Senado, Nabor Wanderley (Republicanos), Bruno Farias afirmou que não possui restrições sobre ele.
“Não tenho nenhum tipo de restrição a Nabor Wanderley. Ao contrário, tenho carinho e admiração por ele”, afirmou.
Apesar do reconhecimento ao nome de Nabor, o secretário ressaltou que, neste momento, sua prioridade para o Senado é a reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).
“Hoje, eu posso dizer que tenho um senador: chama-se Veneziano Vital do Rêgo”, concluiu.

