O presidente do São Paulo, Harry Massis Jr., virou alvo de um pedido de expulsão por gestão temerária, protocolado nesta terça-feira (28) pelo conselheiro vitalício Carlos Henrique Sadi. O documento foi encaminhado ao Conselho Deliberativo e à diretoria executiva do clube, em São Paulo.
Na petição, Sadi aponta suposta irregularidade na formação do Conselho de Administração. Segundo o conselheiro, o órgão não conta hoje com o número mínimo de três membros independentes previsto no estatuto, o que poderia comprometer a legitimidade das decisões do colegiado.
O pedido questiona a condução de Massis à frente do clube e pede sua saída do quadro de associados. Caso avance, o processo pode resultar na perda de direitos políticos do dirigente dentro do São Paulo.
Impeachment ganha força nos bastidores
Paralelamente ao pedido de expulsão, diferentes grupos políticos do São Paulo articulam a elaboração de um pedido de impeachment de Massis. A movimentação envolve antigos opositores do ex-presidente Julio Casares e até aliados dele, como Olten Ayres de Abreu Júnior, atual presidente do Conselho Deliberativo.
Para que o impeachment avance, dirigentes precisam coletar cerca de 60 assinaturas de conselheiros para protocolar o pedido. Depois disso, o afastamento deve ser submetido ao plenário do Conselho Deliberativo, onde dois terços dos 191 membros precisam aprová-lo, como ocorreu no processo que atingiu Casares.
Troca de acusações acirra crise política
A disputa interna se agravou na última semana, quando Massis protocolou um pedido de expulsão de Olten do quadro associativo. O presidente acusa o líder do Conselho de gestão temerária na condução da reforma estatutária do São Paulo, ainda em estágio inicial.
Como presidente do Conselho Deliberativo, o próprio Olten recebeu formalmente o pedido de expulsão e o encaminhou à Comissão de Ética. O colegiado é o mesmo que recomendou as recentes expulsões de Douglas Schwartzmann e Mara Casares.
O grupo agora vai analisar o caso, elaborar um parecer e, se entender necessário, levar o tema para votação no Conselho Deliberativo. Um pedido de expulsão de Julio Casares também tramita na Comissão de Ética, após a reprovação das contas de 2025.

