Vídeos que mostram milhares de iPhones sendo recolhidos do mar após o naufrágio de um navio no Estreito de Ormuz viralizaram nas redes sociais. O naufrágio é real, mas as cenas dos celulares foram identificadas como conteúdo criado com inteligência artificial.
O que aconteceu com o navio?
O porta-contêineres GFS Pride, registrado em Singapura, foi atingido em 13 de outubro de 2026 no Estreito de Ormuz. A embarcação sofreu danos, pegou fogo e afundou. Segundo autoridades marítimas de Singapura, os 21 tripulantes foram resgatados sem ferimentos.
As circunstâncias do ataque ainda são alvo de versões divergentes: autoridades iranianas mencionaram uma mina naval, enquanto fontes marítimas relataram impactos de projéteis de origem não identificada.
O navio levava milhares de iPhones?
Não há confirmação independente de que a carga do GFS Pride incluísse milhares de iPhones. Imagens de contêineres à deriva são reais, mas não comprovam o conteúdo das mercadorias transportadas.
De onde vieram os vídeos?
Uma apuração da unidade de fontes abertas da Al Jazeera, publicada em 17 de outubro de 2026, rastreou os vídeos virais até o perfil Nativora, que se apresenta como produtor de histórias cinematográficas fictícias com inteligência artificial. Entre os indícios estão inscrições deformadas em caixas e objetos com aparências pouco realistas. A reportagem relatou que os conteúdos somaram dezenas de milhões de visualizações.
Por isso, os vídeos não constituem prova de que celulares tenham sido espalhados pelo mar. O caso mostra como um episódio verdadeiro pode ser combinado a cenas artificiais para ampliar a circulação de boatos.
Como evitar cair em informações falsas?
Antes de compartilhar imagens surpreendentes, procure a fonte original, consulte veículos confiáveis e confira se a carga e os acontecimentos foram confirmados por autoridades ou documentos.
Fontes: Reuters e Al Jazeera.
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RM NEWS | Redação Multimídia
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