O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) entregue seus passaportes à Polícia Federal e fique proibido de deixar o Brasil. A medida foi divulgada nesta segunda-feira (26 de outubro de 2026) e tornou-se conhecida por meio de declarações do próprio parlamentar nas redes sociais.
Segundo a Agência Brasil, a decisão está sob segredo de Justiça e integra um processo no qual Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no STF.
O que Flávio Bolsonaro disse?
Em vídeo publicado na internet, Flávio afirmou que foi intimado por agentes da Polícia Federal após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador criticou a determinação judicial, alegou que não pretendia sair do país e disse que irá apresentar sua defesa.
Como os autos tramitam sob sigilo, os detalhes completos da fundamentação judicial não foram divulgados publicamente.
Investigação relacionada a empresas de apostas
A apuração citada pela Agência Brasil envolve suspeitas de lavagem de dinheiro em negócios ligados a plataformas de apostas. A reportagem informa que a Polícia Federal analisa movimentações e possíveis vínculos com a empresa Alcazar Holdings, sediada em Portugal.
As suspeitas estão sob investigação e não representam condenação ou comprovação de envolvimento criminal. Os investigados têm direito à ampla defesa e ao devido processo legal.
Medida ocorre após segundo turno
A restrição veio a público no dia seguinte à eleição presidencial de 25 de outubro, quando Flávio Bolsonaro foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o TSE, Lula obteve 51,79% dos votos válidos, e Flávio, 48,21%.
Após a votação, o senador questionou aspectos do processo eleitoral e afirmou que pretende contestar judicialmente a chapa vencedora. Essas declarações são distintas da investigação criminal mencionada na decisão sobre os passaportes.
Fontes: Agência Brasil, 26/10/2026; Exame, 26/10/2026; TSE, balanço do segundo turno.
Foto de arquivo de Flávio Bolsonaro; não retrata a intimação da Polícia Federal.
RM NEWS | Redação Multimídia
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