Israel marcou nesta quarta-feira (7) os três anos dos ataques de 7 de outubro de 2023 com cerimônias em memória das vítimas e dos reféns. A data é lembrada em meio a um cenário ainda marcado pela guerra em Gaza, pelas perdas humanas e por forte tensão política dentro do país.
Os ataques de 2023 deixaram cerca de 1.200 mortos em Israel e levaram 251 pessoas como reféns, segundo dados citados pela Reuters. A ofensiva desencadeou uma guerra prolongada na Faixa de Gaza, onde dezenas de milhares de palestinos morreram e grande parte da população foi deslocada.
Memória e pressão política
Entre as homenagens realizadas estão vigílias em comunidades próximas à Faixa de Gaza, incluindo Kfar Aza, uma das regiões mais atingidas pelos ataques. Familiares de vítimas e sobreviventes continuam cobrando respostas sobre as falhas de segurança que antecederam a ofensiva.
A pressão sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também aumentou. Parte da população exige uma investigação independente sobre a atuação do governo antes e depois dos ataques, enquanto o país se aproxima de um novo período eleitoral.
Gaza segue em crise
Apesar de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 2025, a situação permanece instável. Israel ainda controla grande parte do território de Gaza, enquanto o Hamas mantém presença em áreas costeiras.
As condições humanitárias continuam graves, com milhares de famílias deslocadas, infraestrutura destruída e dificuldades no acesso a alimentos, água e serviços básicos.
Fonte: Reuters.
RM NEWS | Redação Multimídia
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