O Ministério da Saúde confirmou os quatro primeiros registros em humanos de Febre do Nilo Ocidental no Brasil em 2026. Entre as pessoas infectadas, uma idosa moradora de Santa Catarina acabou não resistindo às complicações da infecção e faleceu no último dia 8 de agosto.
Febre do Nilo Ocidental: principais pontos
Segundo a Secretaria de Saúde de Santa Catarina, a paciente que morreu tinha 77 anos e morava no município de Imbituba. No mesmo estado, um homem de 56 anos, residente em Caçador, recebeu alta hospitalar após ter sido internado. Em ambos os casos, a infecção comprometeu o sistema nervoso central dos pacientes. As equipes de saúde investigam os locais exatos onde ocorreram as contaminações.
Já o estado de São Paulo confirmou seus dois primeiros diagnósticos em humanos na história. O primeiro caso é o de uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, que viajou recentemente para a Região Amazônica e já está curada. O segundo registro trata-se de uma jovem de 18 anos, moradora de São José do Rio Preto, que permanece internada sob cuidados médicos. A Secretaria de Saúde paulista também investiga a origem provável das infecções.
Forma de Transmissão e Sintomas Comuns
Conforme explica o Ministério da Saúde, a transmissão da doença ocorre principalmente pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex — os conhecidos pernilongos —, vetor diferente do transmissor da dengue.
O médico especialista em medicina tropical Dalcy Albuquerque Filho detalha que as manifestações iniciais costumam se assemelhar às de outras infecções virais:
“As manifestações da doença são muito parecidas com as de outras doenças, como dengue, zika, chikungunya e outras infecções virais, que são mal-estar e febre não muito alta. Caso o paciente apresente algum sinal de encefalite — que seriam tonturas, dores de cabeça, mal-estar, confusão mental ou algo semelhante —, deve voltar a procurar o médico ou a sua equipe para que seja acompanhado”, explicou o médico.
Dados do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 20% das pessoas contaminadas chegam a apresentar sintomas, em geral leves, enquanto a maioria não manifesta qualquer sinal clínico.
Tratamento e Métodos de Prevenção
Segundo o especialista Dalcy Albuquerque Filho, a conduta médica nos quadros iniciais visa aliviar o desconforto do paciente:
“O tratamento inicial é feito com medicações comuns, ou seja, analgésicos, antitérmicos e, se houver vômitos, medicações para vômitos, repouso e tudo mais, como em outras viroses que estamos acostumados a ver. Se for feito o diagnóstico de uma encefalite, essa pessoa terá acompanhamento e talvez precise, inclusive, ficar internada. Agora, como estou falando, são muito poucos casos em relação ao universo de casos que podem acontecer”, ressaltou.
No momento, não existem vacinas disponíveis contra a doença no Brasil. A prevenção deve ser feita com a aplicação frequente de repelentes, instalação de telas protetoras em janelas e portas, e eliminação de recipientes com água parada para evitar a proliferação dos mosquitos.
Em nota oficial, o Ministério da Saúde informou que acompanha os casos e presta suporte técnico aos órgãos locais. A pasta elabora uma nova nota técnica para reforçar as ações de vigilância epidemiológica e lembrou que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento, diagnóstico e tratamento gratuitos aos pacientes.
RM NEWS | Redação Multimídia
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