O documento trouxe à tona um dado alarmante: dos R$ 11 milhões sacados pela presidência sob a gestão de Júlio Casares, que se afastou do cargo no início do ano, apenas R$ 4 milhões possuem comprovação de destino.
O “fundo promocional” sob suspeita
Enquanto a defesa de Casares justifica que R$ 4 milhões foram utilizados para pagamentos de “bicho” (premiações) a jogadores e despesas com arbitragem, o restante da quantia segue um mistério. A auditoria independente realizada pela empresa RSM identificou cerca de R$ 7 milhões no chamado “fundo promocional da presidência” sem qualquer comprovação de finalidade.
Os pontos críticos do balanço:
Falta de lastro: R$ 7 milhões em saques não possuem notas ou recibos discriminados.
Recomendação de rejeição: Paulo Affonseca de Barros Faria Neto, do Conselho Fiscal, recomendou que as contas de 2025 sejam reprovadas.
Contradição: O conselheiro aponta que a falta de transparência contraria o discurso da gestão, que celebrou um faturamento recorde de R$ 1 bilhão.
Guerra Política: Casares x Harry Massis
A votação do balanço, que ocorre até as 17h (de Brasília) desta quinta-feira (26), divide o clube do Morumbi. De um lado, conselheiros da oposição exigem a reprovação total das contas como resposta às irregularidades. De outro, a atual gestão de Harry Massis Júnior trabalha pela aprovação (ainda que com ressalvas).
O argumento da diretoria atual é o “risco de mercado”. Uma reprovação oficial das contas poderia dificultar a captação de novos patrocínios, e bloquear linhas de crédito e empréstimos bancários.
O que acontece agora?
O resultado da votação deve ser divulgado ainda nesta quinta-feira (26). Caso as contas sejam aprovadas com ressalvas, o clube terá que prestar esclarecimentos detalhados sobre o destino dos R$ 7 milhões “desaparecidos”.

