Mais de 30 milhões de crianças e adolescentes no Brasil estão expostos a dois ou mais riscos climáticos, segundo análise divulgada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O levantamento, noticiado nesta quinta-feira (8), aponta que a exposição a eventos extremos pode comprometer a saúde, a educação e as condições de vida de milhões de jovens brasileiros.
El Niño aumenta preocupação
O alerta ganha relevância diante dos possíveis efeitos do El Niño no período de 2026 a 2027. Segundo a análise, cerca de seis em cada dez crianças e adolescentes convivem com pelo menos dois riscos climáticos, enquanto aproximadamente 16 milhões enfrentam três ou mais.
Eventos extremos afetam escolas e comunidades
O Unicef chama atenção para as consequências das secas e enchentes. Como exemplo, as inundações no Rio Grande do Sul em 2024 afetaram a educação de 741 mil estudantes. Na Amazônia, a seca extrema prejudicou outros 436 mil alunos.
Além das interrupções no calendário escolar, desastres podem dificultar o acesso a água potável, alimentação, serviços de saúde e deslocamentos seguros.
Proteção de crianças exige planejamento
O levantamento reforça a necessidade de medidas preventivas e adaptação climática que considerem as necessidades específicas da infância e da adolescência. Entre os desafios estão a continuidade das aulas durante emergências, a segurança das comunidades e o acesso aos serviços essenciais.
Os números representam estimativas de exposição a riscos, e não significam que todas as crianças identificadas já tenham sofrido diretamente um desastre.
Fonte: Agência Brasil, com informações do Unicef (8 de outubro de 2026). Foto ilustrativa.
RM NEWS | Redação Multimídia
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