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Últimas Notícias

Saiba quais alimentos ficaram mais caros e os que baratearam em maio

12 de junho de 2026
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, registrou alta de 0,58% em maio, desacelerando em comparação com abril, quando havia avançado 0,67%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mesmo com a redução no ritmo de crescimento, os preços dos alimentos continuaram exercendo forte influência sobre o índice. O grupo Alimentação e Bebidas respondeu sozinho por 0,29 ponto percentual do resultado geral, após apresentar elevação de 1,33% no mês.

Alimentos consumidos em casa ficaram mais caros

Os produtos alimentícios consumidos nos domicílios tiveram aumento médio de 1,65% em maio. Entre os itens que mais encareceram estão a batata-inglesa, com avanço de 44,69%, seguida pelo tomate (20,62%), cebola (16,80%) e carnes (1,39%).

De acordo com o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, a alta está relacionada à redução da oferta de alguns produtos e ao aumento dos custos logísticos.

“O encarecimento desses itens está associado à menor disponibilidade no mercado e também ao impacto do frete, influenciado pela alta dos combustíveis”, explicou.

Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda nos preços, como o café moído, que ficou 2,38% mais barato, e as frutas, que registraram recuo médio de 0,70%.

Alimentação fora de casa também teve aumento

As refeições realizadas fora de casa também ficaram mais caras em maio, embora em um ritmo mais moderado. O segmento registrou alta de 0,49%, com desaceleração tanto nos preços dos lanches quanto das refeições em comparação ao mês anterior.

Ranking dos alimentos que mais subiram em maio

  • Batata-inglesa: +44,69%
  • Pepino: +44,30%
  • Tomate: +20,62%
  • Cebola: +16,80%
  • Morango: +16,60%
  • Cenoura: +8,93%
  • Feijão-carioca: +6,44%
  • Leite de coco: +5,14%
  • Filé-mignon: +4,48%
  • Carne-seca e carne de sol: +4,09%
  • Picanha: +3,97%
  • Sal: +3,76%
  • Couve-flor: +3,66%
  • Brócolis: +3,65%
  • Banana-da-terra: +3,27%
  • Peito de frango: +3,18%
  • Mamão: +2,97%
  • Sardinha: +2,79%
  • Melão: +2,78%
  • Lagarto redondo: +2,63%

Alimentos que mais ficaram baratos em maio

  • Abobrinha: -11,43%
  • Laranja-lima: -9,87%
  • Peixe-cavala: -9,37%
  • Peixe-palombeta: -9,21%
  • Peixe-serra: -9,03%
  • Laranja-baía: -7,40%
  • Pimentão: -6,99%
  • Maracujá: -6,23%
  • Peixe-anchova: -5,29%
  • Açaí (emulsão): -5,19%
  • Peixe-castanha: -5,08%
  • Peixe-corvina: -4,08%
  • Banana-d’água: -4,01%
  • Inhame: -3,99%
  • Batata-doce: -3,71%
  • Peixe-pescada: -3,71%
  • Peixe-dourada: -3,60%
  • Peixe-cação: -3,20%
  • Caranguejo: -2,70%
  • Polpa de fruta congelada: -2,50%

Habitação e saúde também impulsionaram o índice

Depois do grupo de alimentação, o setor de Habitação foi o segundo que mais influenciou a inflação do mês, com impacto de 0,18 ponto percentual e variação de 1,22%. Em seguida aparece Saúde e Cuidados Pessoais, que avançou 0,90% e contribuiu com 0,12 ponto percentual para o índice.

Juntos, esses três grupos responderam pela maior parte da inflação registrada em maio.

Resultado dos grupos pesquisados pelo IPCA

  • Alimentação e bebidas: 1,33%;
  • Habitação: 1,22%;
  • Artigos de residência: 0,08%;
  • Vestuário: 0,62%;
  • Transportes: -0,46%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,90%;
  • Despesas pessoais: 0,41%;
  • Educação: 0,00%;
  • Comunicação: 0,23%.

Conta de luz foi a principal responsável pela alta da habitação

O avanço do grupo Habitação foi impulsionado principalmente pelo aumento da energia elétrica residencial, que subiu 3,67% em maio e foi o item com maior contribuição individual para a inflação do período.

Segundo o IBGE, o resultado reflete reajustes tarifários aplicados em diversas capitais, entre elas Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte.

Outro fator que impactou as contas de energia foi a vigência da bandeira tarifária amarela durante o mês, que acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Higiene pessoal e planos de saúde registram reajustes

No grupo Saúde e Cuidados Pessoais, os preços tiveram aumento de 0,90% em maio.

O principal destaque ficou para os artigos de higiene pessoal, que ficaram 1,95% mais caros, com os perfumes apresentando elevação de 4,42%.

Os planos de saúde também registraram reajuste, com alta média de 0,50% no período, contribuindo para a pressão inflacionária observada no mês.

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