O Procon Municipal de Campina Grande divulgou um levantamento trimestral detalhado que aponta as empresas com o maior número de reclamações no Procon na cidade. A iniciativa cumpre as exigências de transparência previstas no artigo 44 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e busca orientar os cidadãos antes de contratarem serviços ou realizarem compras.
Entenda reclamações no Procon
O setor financeiro e as concessionárias de serviços públicos ficaram nas primeiras posições do relatório. O Grupo Bradesco liderou o volume de insatisfações após unificar suas subsidiárias, financeiras e administradoras de cartões, somando 44 processos abertos. Em seguida, o Grupo Itaú, englobando Itaú Unibanco, Itaucard e o banco digital iti, ocupou a segunda colocação com 40 registros formais.
Entre os serviços essenciais, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) e a distribuidora de energia elétrica Energisa registraram forte desgaste com a população local, com 38 queixas cada. Segmentos de telecomunicações e grandes redes varejistas também figuram entre os principais focos de contestação.
Lista das dez empresas mais acionadas pelos consumidores
Confira o ranking completo dos dez grupos empresariais com maior volume de processos no período:
- 1º Lugar: Grupo Bradesco — 44 processos
- 2º Lugar: Grupo Itaú — 40 processos
- 3º Lugar: Grupo Cagepa — 38 processos
- 4º Lugar: Grupo Energisa — 38 processos
- 5º Lugar: Grupo Vivo — 33 processos
- 6º Lugar: Grupo Casas Bahia — 31 processos
- 7º Lugar: Grupo Tim — 25 processos
- 8º Lugar: Grupo Claro — 21 processos
- 9º Lugar: Grupo Samsung — 21 processos
- 10º Lugar: Grupo Magazine Luiza — 20 processos
Principais motivos de queixas e orientações do órgão
Entre os problemas mais relatados pelos consumidores nos atendimentos presenciais e na plataforma Procon Digital estão cobranças indevidas ou abusivas, inclusão de taxas sem previsão em contrato, falhas na prestação de serviços essenciais e dificuldades para obter o estorno de quantias pagas incorretamente.
O coordenador do Procon-CG, Waldeny Santana, destaca que o relatório serve como instrumento de prevenção para a população. Ele orienta que os cidadãos lesados procurem o órgão portando documentos pessoais, notas fiscais, faturas, contratos ou números de protocolo que comprovem o vínculo com a empresa e as tentativas prévias de solução.
RM NEWS | Redação Multimídia
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