A primeira onda de calor da primavera de 2026 começou neste sábado (26) e deve manter temperaturas muito acima da média em partes do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil até quarta-feira (30), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O órgão emitiu aviso vermelho para onda de calor, classificação de grande perigo. Pelo critério meteorológico usado pelo Inmet, o evento é caracterizado quando as temperaturas máximas ficam pelo menos 5 °C acima da média histórica por cinco dias consecutivos.
Temperaturas podem passar dos 40 °C
A previsão oficial indica máximas acima de 40 °C em diferentes pontos do país. Cuiabá, em Mato Grosso, pode chegar a 41 °C, enquanto Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, pode atingir 40 °C. Em áreas do Sudeste e do Sul, o calor também deve permanecer acima do normal durante vários dias.
O Inmet explica que uma área persistente de alta pressão em níveis elevados da atmosfera favorece a descida e o aquecimento do ar, condição associada ao chamado “domo de calor”. Esse padrão dificulta a renovação da massa de ar e contribui para a manutenção das temperaturas elevadas.
Frente fria pode aliviar o calor
As condições de calor intenso devem persistir até quarta-feira (30). A partir daí, a previsão indica avanço de uma frente fria pelo Sul do país, com tendência de redução das temperaturas em parte das áreas afetadas. O Inmet ressalta que os avisos podem ser atualizados conforme novos dados meteorológicos forem incorporados.
Cuidados com a saúde
O Ministério da Saúde alerta que períodos de calor extremo aumentam o risco de desidratação, exaustão pelo calor e insolação. Entre os sinais de atenção estão fraqueza, tontura, dor de cabeça, náuseas, cãibras, transpiração excessiva e confusão mental.
Durante os dias mais quentes, a orientação é aumentar a ingestão de água, evitar exposição prolongada ao sol nos horários de maior calor, usar roupas leves e dar atenção especial a crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Em caso de sintomas intensos, a recomendação é procurar atendimento de saúde.
Fontes: Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e Ministério da Saúde.
RM News
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