“Hoje à noite, quando eu chegar em casa do trabalho, quero fazer amor”, disse. “Me espera só de calcinha e sutiã”, escreveu o tenente. Olha o jeito que você fala comigo, zero respeito. Casamento é algo sério, não dá pra ficar nesta instabilidade, agora vive me ameaçando, dizendo que vai devolver essa bosta, como se eu fosse um pedaço de objeto qui dentro”, respondeu Gisele.
Além das mensagens, marcas de agressão no corpo da policial reforçam a tese de um ato não consensual. Peritos identificaram lesões no pescoço que indicam que Gisele foi imobilizada e tentou reagir antes do disparo fatal. A simulação aponta que ela foi surpreendida por trás, o que desmente a versão de suicídio sustentada pelo oficial. O material genético coletado será submetido a um exame de DNA para confirmação oficial.
A suspeita de crime sexual ganha força devido à contradição no depoimento do próprio tenente-coronel. Em relatório da Polícia Civil, o oficial afirmou que o casal já não mantinha vida conjugal e que ambos dormiam em quartos separados há meses.
O indício de relação sexual antes do assassinato pode levar a polícia a investigar um possível estupro, já que o tenente-coronel afirmou que o casal dormia em quartos separados há meses e não havia mais relação conjugal
Nossa investigação teve três pilares fundamentais: a oitiva das testemunhas, as análises periciais e a análise do perfil comportamental. Analisando esses pontos, nós conseguimos refutar por completo aquela alegação de que a soldado Gisele teria se suicidado

