Dezessete anos após sua morte, Michael Jackson volta a estar no centro de graves acusações de abuso sexual. Desta vez, a denúncia parte de quatro filhos de Dominic Cascio, um dos amigos mais próximos do astro. Edward, Dominic, Marie Nicole e Aldo Cascio, que por décadas defenderam publicamente o cantor, movem um processo alegando que foram vítimas de um sistema de aliciamento e agressão que durou mais de dez anos.
Denunciantes dizem que foram treinados sob pressão para negar acusações de abuso
Segundo documentos revelados pelo The New York Times e pelo portal Radar Online, os irmãos afirmam que foram “treinados para serem soldados de Michael”, negando qualquer abuso por anos sob pressão. O processo detalha episódios de violência sexual que teriam ocorrido em viagens internacionais, na turnê Dangerous, e até em propriedades de outras celebridades, como Elizabeth Taylor e Elton John.
Aldo Cascio relatou que os abusos começaram quando ele tinha apenas 7 anos e que o cantor utilizava a palavra-código “Disneylândia” para solicitar sexo.
A defesa de Michael Jackson reagiu duramente às acusações, classificando o processo como uma “tentativa desesperada de extorsão”. A defesa do astro destaca que a família Cascio o defendeu por 25 anos e que o silêncio só foi quebrado após a interrupção de pagamentos sigilosos. De acordo com os representantes judiciais, a família recebeu cerca de US$ 16 milhões (R$ 80 milhões) nos últimos cinco anos em um acordo confidencial, mas o fluxo de dinheiro foi cortado recentemente, levando o caso aos tribunais.
O advogado dos Cascio justifica que a decisão de falar agora surgiu após serem alvo de falsas acusações de mentira por parte dos gestores do patrimônio de Jackson. Além do processo atual, outro irmão, Frank Cascio, ex-assistente do cantor, já havia sido acusado pelo espólio em 2025 de tentar extorquir US$ 213 milhões.
O caso surge em um momento estratégico, coincidindo com a produção da nova cinebiografia do artista, intitulada “Michael”.

