“‘Não se mexe, entrega tudo, cadê o iPhone?’ ‘Tá na bolsa. Eu tô com uma criança, fica calmo, pode levar tudo’”, disse Prata sobre o diálogo com o assaltante. “‘Mamãe, por que você tá tirando sua aliança?’”, questionou a filha, Dora. “Dora não viu a arma, não entendeu o que tava acontecendo por um motivo óbvio: ela sequer sabe que isso acontece”, escreveu Maria Prata.
“Dora passou o dia falando sobre isso, processando, perguntando, querendo entender o que foi aquilo, quem era aquele cara, porque ele queria o telefone, a senha, a aliança, porque isso acontece. São 4h da manhã, não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida. Nem eu, nem a Dora, nem aquele cara”, desabafou.
Maria Prata, inclusive, disse que passou férias no Brasil com as filhas para mostrar partes boas do país. “Passamos as férias dedicados a mostrar para nossas filhas o Brasil mais sensacional que há. Hoje, o pior do Brasil nos atropelou”, lamentou.
Segundo a jornalista, o assalto ocorreu de forma surpresa. “Não estava com celular na mão. Não estava ‘dando bobeira’ num ‘lugar perigoso’. Estacionei o carro em uma rua residencial (fofa, de casinhas geminadas, na Lapa) e estava andando 20m até a casa para onde íamos”, contou.

