O Brasil entra no último trimestre de 2026 sob atenção para a intensificação do El Niño. O mais recente boletim do Painel El Niño 2026-2027 aponta 95% de probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte entre outubro, novembro e dezembro.
O documento é elaborado de forma conjunta por órgãos federais como INPE, INMET, ANA, Cemaden, Serviço Geológico do Brasil, Defesa Civil Nacional e Censipam. Caso o cenário projetado se confirme, o episódio poderá ficar entre os mais intensos registrados desde 1950.
Brasil pode enfrentar extremos de chuva e seca
As projeções indicam comportamentos diferentes entre as regiões. No Sul, a tendência é de chuvas acima da média, mantendo a atenção para possíveis cheias. Em grande parte do centro-norte do país, a combinação de menos chuva e temperaturas elevadas aumenta a preocupação com seca e risco de incêndios.
No Norte e em áreas do Nordeste e Centro-Oeste, há tendência de precipitações abaixo da média. Já as temperaturas devem permanecer acima do normal em grande parte do território nacional.
Nordeste também exige atenção
Segundo o INMET, 16% do Nordeste apresenta condição de seca grave. O cenário de calor e menor disponibilidade de chuva pode afetar recursos hídricos, agricultura e rebanhos, especialmente em áreas mais vulneráveis do semiárido.
Os órgãos responsáveis ressaltam que as projeções representam tendências sazonais. Os impactos em cada cidade ou estado podem variar conforme a evolução das condições meteorológicas.
Fenômeno deve continuar em 2027
As condições de El Niño foram confirmadas em junho de 2026. Os modelos climáticos indicam que o fenômeno deve permanecer pelo menos até o primeiro trimestre de 2027.
A recomendação é acompanhar previsões e alertas oficiais da meteorologia e da Defesa Civil, principalmente em regiões sujeitas a enchentes, estiagens e incêndios florestais.
Fontes: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e Painel El Niño 2026-2027.
RM NEWS | Redação Multimídia
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