O técnico Hernán Crespo afirmou que o São Paulo atravessa o pior momento de sua história. A declaração ocorreu neste sábado (24), momentos antes do clássico contra o Palmeiras, válido pela 5ª rodada do Campeonato Paulista, em meio a um cenário de instabilidade política e resultados negativos dentro de campo.
Em tom de insatisfação, o treinador argentino destacou a ausência de figuras centrais da gestão e as constantes mudanças estruturais no clube. Crespo mencionou que, desde sua chegada há sete meses, nomes importantes como o presidente Julio Casares, Muricy Ramalho e Carlos Belmonte não estão presentes no cotidiano da forma esperada.
O comandante ressaltou que as transformações atingiram diversos setores, desde o departamento médico até a diretoria. “Mudou tudo. Talvez vá chegar outras pessoas. Presidente novo. Com calma, e tentar ajudar onde a gente puder ajudar. É difícil, difícil demais”, desabafou o técnico, que chegou a ironizar a situação com uma risada de deboche ao listar as trocas internas.
Impacto no desempenho do elenco
O treinador admitiu que é difícil isolar o elenco do ambiente conturbado que se instalou no Morumbi. Segundo ele, o time não é um “corpo estranho” aos problemas externos e sente os reflexos da falta de continuidade no projeto esportivo.
Crespo enfatizou que a equipe necessita de estabilidade para voltar a trilhar um caminho de vitórias. Para o técnico, a solução passa por colocar o São Paulo no centro das atenções, agindo com serenidade e focando no desenvolvimento dos jogadores formados em Cotia, além da expectativa pela chegada de reforços.
Pressão e risco de rebaixamento no estadual
A crise política é agravada pelo desempenho esportivo no Campeonato Paulista. Antes do início da rodada contra o Palmeiras, o São Paulo ocupa a 14ª posição na tabela geral, somando apenas quatro pontos. A colocação deixa o clube apenas um degrau acima da zona de rebaixamento da competição.
O contraste é acentuado pelo desempenho do rival alviverde, que inicia a rodada na 3ª posição com nove pontos. Crespo reforçou que o clube precisa de tempo para se reorganizar, mas reconheceu que o limite para trabalhar dentro das atuais condições está sendo atingido.

