Agora que o presidente Gravina optou por se afastar, sinto-me livre para fazer o que considero um ato responsável, porque, embora acredite sinceramente que construímos muito em termos de espírito de equipe e união com Rino Gattuso e todos os seus colaboradores, no curto período de tempo disponível para a seleção, o objetivo principal era levar a Itália de volta à Copa do Mundo. E não tivemos sucesso.
É justo deixar que aqueles que vierem depois de mim tenham a liberdade de escolher a pessoa que considerarem mais adequada para ocupar o meu lugar. Representar a seleção nacional é uma honra para mim e uma paixão que me consome desde criança.
Procurei abraçar meu papel dedicando-me inteiramente a ele, encarando cada setor como uma ligação, um elo para o diálogo e a sinergia entre as diversas equipes de base, buscando estruturar, juntamente com os vários gestores, um projeto que comece com os mais jovens e chegue até a seleção nacional sub-21.
Tudo isso para repensar a forma como os talentos da futura seleção principal nacional são treinados. Solicitei e obtive a inclusão de algumas figuras-chave com vasta experiência, que, juntamente com as competências já existentes, estão a implementar estas mudanças necessárias com uma visão a médio e longo prazo.
Isso porque acredito na política da meritocracia e na especialização profissional. Caberá aos responsáveis julgar a validade dessas escolhas.
Guardo tudo no coração, com gratidão pelo privilégio e pelo ensinamento que, mesmo em seu doloroso epílogo, essa experiência intensa me deixa.

