Saúde — A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes clínicos em humanos da Vivaxin, candidata a vacina brasileira desenvolvida para prevenir a malária provocada pelo parasita Plasmodium vivax. O anúncio foi divulgado pelo Ministério da Saúde em 10 de outubro.
Primeira fase terá 48 voluntários
Desenvolvido pelo CTVacinas, ligado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o imunizante começará pela fase 1 de pesquisa clínica, planejada com 48 adultos saudáveis. Nessa etapa, os pesquisadores avaliarão principalmente a segurança e a resposta do sistema imunológico, com acompanhamento dos participantes por aproximadamente 360 dias.
Por que a vacina é importante?
O Plasmodium vivax é a espécie do parasita responsável pela maior parte dos casos de malária no Brasil. A doença é transmitida por mosquitos infectados e pode provocar febre, calafrios, dores no corpo e complicações, especialmente quando não há diagnóstico e tratamento oportunos.
Até o momento, as vacinas contra a malária disponíveis internacionalmente têm foco no Plasmodium falciparum, espécie predominante em regiões da África. A pesquisa brasileira busca preencher uma lacuna na prevenção da doença.
Próximas etapas dependem dos resultados
A autorização da Anvisa permite realizar os estudos, mas não significa que a vacina esteja aprovada para uso pela população. A candidata ainda precisará passar por etapas posteriores para demonstrar eficácia e segurança, conforme as exigências regulatórias.
O Ministério da Saúde informou previsão de investimento de R$ 12 milhões nas três fases de testes clínicos da candidata. A avaliação dos resultados deverá orientar os próximos passos do desenvolvimento.
Fontes: Ministério da Saúde (10/10/2026) e Folha de S.Paulo. Imagem de vacinação meramente ilustrativa, de arquivo.
RM NEWS | Redação Multimídia
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