Em seu primeiro discurso após ser reeleito presidente do Brasil, na noite de domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu trabalhar pela regulamentação das grandes empresas de tecnologia e das plataformas digitais. Em pronunciamento realizado em São Paulo, Lula criticou o que classificou como interferência de plataformas estrangeiras no processo eleitoral.
“Não é possível que a gente não tenha consciência de que um crime no mundo digital tem que ser tratado igual a um crime da vida real”, afirmou o presidente, conforme reportagem da Agência Brasil.
Regulamentação das redes sociais
No discurso, Lula disse que, em sua avaliação, grandes plataformas digitais tentaram influenciar o resultado das eleições. Ele também criticou a atuação econômica dessas empresas e defendeu maior responsabilização pelo que ocorre no ambiente virtual.
As acusações feitas no discurso representam o posicionamento do presidente. A reportagem da Reuters também registrou a declaração, mas ela não equivale, por si só, à comprovação de interferência eleitoral por parte de alguma empresa específica.
Lula não apresentou naquele pronunciamento um projeto de lei detalhado, nem anunciou proibição de aplicativos ou redes sociais. A forma que uma eventual regulamentação assumirá dependerá de propostas concretas e do debate institucional.
Comunicação direta e economia digital
O presidente afirmou que pretende mudar sua forma de comunicação, conversando mais diretamente com a população pela internet e ampliando o papel da comunicação digital no governo. Também anunciou a intenção de atrair centros de dados para o país e fortalecer o desenvolvimento de inteligência artificial brasileira.
Outras promessas para o novo mandato
Além das plataformas digitais, Lula mencionou investimentos em educação, saúde pública, segurança e meio ambiente. Entre as propostas citadas, estão a expansão da educação integral e o fortalecimento de ações do Sistema Único de Saúde (SUS).
Reeleição em 2026
Com a totalização das urnas divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula terminou o segundo turno com 51,79% dos votos válidos, garantindo um quarto mandato presidencial. Flávio Bolsonaro (PL) foi o adversário no segundo turno.
Fontes: Agência Brasil — primeiro discurso e plataformas digitais (25/10/2026); Agência Brasil — prioridades do novo governo; Reuters — regulação de plataformas.
Foto de arquivo de Lula durante pronunciamento; não representa o discurso da reeleição.
RM NEWS | Redação Multimídia
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