O avanço de um período de estiagem e altas temperaturas no Nordeste acendeu alerta para impactos na saúde e no abastecimento de água. O Ministério da Saúde informou em setembro que o El Niño está em nível forte e pode permanecer ativo até março de 2027, elevando o risco de calor intenso e seca em diferentes áreas da região.
Na Paraíba, esse tipo de cenário merece atenção especial principalmente em municípios do interior, onde períodos prolongados sem chuva podem afetar reservatórios, agricultura, qualidade da água e a rotina das famílias.
Calor exige cuidado com a saúde
Temperaturas mais altas aumentam o risco de desidratação, insolação e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias. Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores expostos ao sol estão entre os grupos que precisam de atenção redobrada.
Entre as medidas básicas estão beber água com frequência, evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes, usar roupas leves e observar sinais como tontura, fraqueza, confusão, dor de cabeça intensa ou redução importante da urina.
Água e arboviroses entram no radar
A estiagem também pode levar ao armazenamento doméstico de água. Quando recipientes ficam descobertos, aumenta o risco de formação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Por isso, reservatórios precisam permanecer fechados e limpos.
O Ministério da Saúde afirma que ações de preparação no Nordeste incluem reforço da vigilância, resposta a emergências e ampliação de estruturas de saúde preparadas para eventos climáticos extremos.
Para a Paraíba, acompanhar as condições locais de temperatura, chuva e abastecimento será fundamental nos próximos meses.
Fonte de referência: Ministério da Saúde.
RM NEWS | Redação Multimídia
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