O Superior Tribunal de Justiça (STJ) destacou novas decisões sobre o uso de comandos ocultos em petições para manipular sistemas de inteligência artificial, prática conhecida como “prompt injection”.
Segundo o tribunal, a tentativa de induzir ferramentas automatizadas a produzir determinado resultado pode caracterizar violação da boa-fé processual e gerar sanções.
STJ trata prática como conduta grave
Em um dos julgados divulgados no Informativo de Jurisprudência, a Segunda Turma entendeu que inserir comandos ocultos em uma peça processual com potencial de induzir o sistema a erro é incompatível com os deveres de lealdade e boa-fé.
O colegiado reconheceu a possibilidade de aplicação de multa por litigância de má-fé e de comunicação às autoridades competentes.
Outra decisão cita ato atentatório à Justiça
Em outro caso, a Sexta Turma avaliou que a inserção escondida de instruções com o objetivo de manipular o comportamento de sistemas de IA pode configurar ato atentatório à dignidade da Justiça.
A decisão também prevê comunicação à entidade de classe do profissional e ao Ministério Público, dependendo das circunstâncias do processo.
Tema cresce com uso de inteligência artificial
O avanço de ferramentas de IA no Judiciário tem levado tribunais a desenvolver mecanismos para identificar usos indevidos da tecnologia.
A discussão envolve não apenas a segurança dos sistemas, mas também regras éticas para advogados, partes e demais profissionais que utilizam documentos digitais.
Boa-fé continua sendo princípio central
Mesmo com novas tecnologias, o dever de boa-fé processual permanece como referência para avaliar condutas dentro de um processo. O entendimento do STJ reforça que ferramentas digitais não podem ser usadas para tentar influenciar indevidamente análises automatizadas ou decisões judiciais.
Com informações do Superior Tribunal de Justiça.
RM News
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