Uma pesquisa nacional mostra um contraste importante entre a forma como os brasileiros enxergam a própria saúde e alguns dos principais fatores de risco presentes no dia a dia. Segundo levantamento do A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, 59% dos entrevistados avaliam a própria saúde como ótima ou boa, mas 63% estão acima do peso e 42% afirmam não praticar atividade física.
Os dados chamam atenção porque excesso de peso e inatividade física estão associados a maior risco de doenças crônicas e também aparecem entre fatores relacionados à prevenção de alguns tipos de câncer.
Percepção positiva nem sempre reflete os hábitos
Sentir-se bem no cotidiano não significa, necessariamente, que todos os indicadores de saúde estejam dentro do ideal. A pesquisa aponta justamente essa diferença entre percepção e comportamento. O peso corporal, por si só, não define o estado geral de saúde de uma pessoa, mas pode funcionar como um sinal de atenção quando aparece junto a sedentarismo, alimentação inadequada, hipertensão, diabetes ou outras condições.
Por isso, especialistas costumam reforçar a importância de avaliações periódicas e de uma visão mais ampla da saúde, que considere sono, alimentação, prática de atividade física, saúde mental e acompanhamento médico quando necessário.
Atividade física pode começar aos poucos
O Ministério da Saúde recomenda que adultos busquem pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana. Caminhadas, dança, bicicleta, natação e outras atividades podem fazer parte dessa meta. A orientação é começar de forma gradual, respeitando limites individuais e escolhendo modalidades que sejam possíveis de manter na rotina.
Além de ajudar no controle do peso, a prática regular de atividade física contribui para a prevenção de hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, além de trazer benefícios para o sono e a saúde mental.
Pequenas mudanças podem fazer diferença
Reduzir longos períodos sentado, caminhar mais no dia a dia, trocar parte dos deslocamentos motorizados por trajetos a pé quando possível e reservar horários fixos para se movimentar são estratégias simples para reduzir o sedentarismo. Na alimentação, o ideal é priorizar uma rotina equilibrada, com maior presença de alimentos in natura e minimamente processados.
Quem tem doenças crônicas, limitações físicas ou está há muito tempo sem se exercitar deve buscar orientação profissional antes de aumentar significativamente a intensidade dos exercícios.
Fontes: A.C.Camargo Cancer Center, Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados e Ministério da Saúde.
RM News
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