Um caso recente de raiva em morcego voltou a chamar atenção para a circulação do vírus no estado de São Paulo. Em Jundiaí, a Vigilância em Saúde Ambiental confirmou, em setembro de 2026, resultado positivo para raiva em um morcego encontrado morto em uma propriedade na área rural do bairro Santa Clara.
Segundo a Prefeitura de Jundiaí, o animal foi recolhido após solicitação de um morador e encaminhado para análise no Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo. O laudo confirmou a presença do vírus. A investigação informou que não houve contato de pessoas ou de outros animais com o morcego.
Alerta não significa surto em humanos
A confirmação reforça a necessidade de vigilância, mas não significa que exista um surto de raiva humana em São Paulo. O acompanhamento de animais silvestres, principalmente morcegos, é uma das principais estratégias para identificar a circulação do vírus e reduzir o risco de transmissão.
O Ministério da Saúde destaca que, no cenário atual brasileiro, morcegos e outros animais silvestres têm papel importante na manutenção do vírus da raiva. Cães e gatos também podem ser infectados ao entrar em contato com animais contaminados.
Vacinação de cães e gatos continua sendo essencial
A vacinação antirrábica é uma das medidas mais eficazes para proteger cães e gatos e também reduzir o risco para as pessoas. Mesmo em locais onde não há campanha anual em massa, os tutores devem manter a vacinação dos animais em dia conforme orientação do serviço veterinário e da vigilância local.
Dados do Ministério da Saúde mostram que a vacinação de cães e gatos teve papel fundamental na redução dos casos de raiva urbana no Brasil. Em São Paulo, as ações de vigilância permanecem ativas mesmo após a suspensão das campanhas estaduais massivas em 2021.
O que fazer ao encontrar um morcego?
A orientação é não tocar no animal, mesmo que ele pareça morto. Morcegos encontrados durante o dia, caídos no chão, dentro de residências ou com comportamento incomum devem ser tratados com cautela.
O ideal é isolar o local, impedir a aproximação de crianças e animais domésticos e acionar o serviço de zoonoses ou a vigilância ambiental do município para o recolhimento adequado.
Em caso de contato, procure atendimento
Se houver mordida, arranhão ou contato de saliva de um animal suspeito com feridas, olhos, boca ou outras mucosas, a recomendação é lavar imediatamente a região com água e sabão e procurar uma unidade de saúde. A equipe avaliará a necessidade de vacinação e outras medidas de profilaxia contra a raiva.
A raiva é uma doença grave e praticamente fatal após o aparecimento dos sintomas, mas pode ser prevenida com medidas de vigilância, vacinação dos animais e atendimento rápido após uma possível exposição.

