A edição de 2026 do Maior São João do Mundo, em Campina Grande, tem como uma das novidades uma exposição celebrativa que está instalada no Parque Evaldo Cruz, anexo ao Parque do Povo.
É uma experiência que tem atraído um grande público diariamente e acentua o protagonismo da cultura nordestina, realçando diferentes manifestações dentro da programação da festa.
Trata-se da exposição inspirada no livro “Luiz Gonzaga 110 anos de nascimento”, com artigos e fotos originais do músico.
Na verdade, é uma experiência imersiva assinada pelo cenógrafo Éric Tavares, e que tem como assistência de curadoria Roberta Jansen e Patrícia Jansen.
Toda a concepção é fruto dos mais de 30 anos de pesquisa do paraibano Paulo Vanderley, autor do livro, e também é inspirada nas ilustrações que compõem a obra, feitas pelo ilustrador e infografista Vladimir Barros de Sousa.
A exposição é recheada de memórias afetivas, resgatando o sentimento das inúmeras gerações marcadas pela sanfona de “Seu Luiz”.
Mas o trabalho artístico igualmente ilustra de maneira singular a maneira como a história do músico se mistura à história do pesquisador Paulo Vanderley, que também é uma referência no assunto.
“Meu pai era gerente de banco e Luiz Gonzaga era cliente dele. Ele chegou a almoçar na minha casa, eu tenho esse retrato com seu Luiz. Desde que eu me entendo por gente, há mais de 30 anos, eu pesquiso, coleciono e junto uma ‘ruma’ de coisa em homenagem a seu Luiz Gonzaga”, enfatizou o pesquisador e autor do livro.
A exposição passeia pela história e pela vida do multifacetado “Rei do Baião”, realçando diferentes núcleos, inspirados na obra e nos símbolos centrais de quem virou o maior representante da música nordestina.
Os chapéus de Luiz Gonzaga contam uma história, que se divide em “sete ilhas temáticas”, desenvolvendo as diferentes décadas da sua carreira.
Além disso, a presença de um coração simbólico representa a essência de “Seu Luiz”, facultando um espaço para as fotos de quem quiser eternizar a experiência.
“Tínhamos um ponto de partida extraordinário: o boxe produzido por Paulo Vanderlei. O trabalho que ele realizou foi um verdadeiro garimpo histórico. Ao mergulharmos naquele material, percebemos rapidamente a riqueza de informações que tínhamos em mãos. O resultado é uma exposição que toca profundamente as pessoas. A exposição desperta uma conexão emocional imediata. É comum ver visitantes se emocionarem, relembrarem histórias de família, reviverem memórias da infância e reconhecerem em Luiz Gonzaga parte de suas próprias vidas”, ressaltou Éric Tavares, cenografista que assina a obra artística.
A consolidação desse espaço, durante as festividades, foi idealizada e desenvolvida em parceria com a Arte Produções, que coordena a festividade campinense em parceria com o governo municipal.
A ideia central é trazer para a maior festa junina do Brasil uma experiência imersiva, com fotos, roupas, figurinos e notícias inéditas sobre o Rei do Baião, homenageando e mantendo viva a história do maior expoente da música nordestina.
“Eu estou muito satisfeito de ter esse projeto dentro do São João de Campina Grande, porque Gonzaga foi o cara que está fazendo a gente estar aqui. Não é uma homenagem, é trazer a presença dele para dentro do São João de Campina Grande”, acentuou João Carlos Parente, CEO da Arte Produções.
A exposição integra o roteiro turístico da Rainha da Borborema, que também é destaque pelas diferentes manifestações culturais, seus museus, e pela constelação de artistas que carregam o seu nome pelo mundo.
Um exemplo disso é o “Rei do Ritmo”, Jackson do Pandeiro, que já foi morador ilustre da cidade e ficou eternizado no monumento “Farra da Bodega”, ao lado do Rei do Baião.
“Pandeiro e sanfona dividem o mesmo espaço e povoam a memória de quem ama, admira e preserva a cultura popular nordestina”, como enfatiza o texto de apresentação da exposição.
*publieditorial
RM NEWS l Redação Multimídia
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