O calor intenso tem sido um dos principais desafios dentro e fora de campo na Copa do Mundo de 2026. Na partida entre Brasil e Escócia, em Miami, os termômetros chegaram a 30ºC no horário do jogo, reforçando a preocupação com as condições climáticas durante o torneio.
Um estudo da Queen’s University Belfast aponta que 14 das 16 sedes da Copa podem registrar níveis potencialmente perigosos de calor. A análise considerou dados meteorológicos das últimas duas décadas e foi publicada no International Journal of Biometeorology.
Pesquisadores também alertam para o aumento da umidade em regiões dos Estados Unidos, México e Canadá, o que agrava a sensação térmica e pode impactar diretamente o desempenho dos atletas.
A FIFPro, sindicato mundial dos jogadores, recomenda pausas obrigatórias para hidratação quando a temperatura atinge 30ºC e até interrupção das partidas em casos de calor extremo, acima de 36ºC.
A Fifa afirma que adotou medidas para reduzir riscos, como a inclusão obrigatória de pausas para hidratação em todas as partidas e a priorização de estádios cobertos em horários mais críticos.
Mesmo assim, especialistas defendem que as medidas ainda são insuficientes e alertam que o calor extremo deve ser enfrentado também com ações globais de combate às mudanças climáticas.
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