A médica ainda aponta que atualmente a idade não é o principal fator para caracterizar uma gestação de risco. “Há algumas décadas, uma gravidez após os 35 anos era automaticamente classificada dessa forma. Hoje, vemos mulheres próximas dos 50 anos engravidando e tendo bons resultados”, avalia a médica.
O ginecologista e obstetra Domingos Mantelli comenta que apesar da evolução da medicina, há alguns dos riscos para o bebê por conta da idade. “Isso acontece porque, nessa fase da vida, a qualidade dos óvulos geralmente já não é a mesma de anos anteriores. Com isso, aumentam as chances de síndromes cromossômicas e, em alguns casos, de malformações fetais”, pontua.
Gestação após os 45 anos requer cuidados
Os cuidados básicos em uma gestação não mudam de acordo com a idade, mas o acompanhamento é maior. “A rotina de pré-natal segue os mesmos protocolos, embora o acompanhamento seja mais próximo devido ao maior risco associado à idade materna”, pontua.
E ele conta que há um exame específico para gestantes nesssa faixa etária. “Um exame que costuma ser solicitado com mais frequência nessa faixa etária é o NIPT (Teste Pré-Natal Não Invasivo), realizado por meio da coleta de sangue materno. Esse exame permite identificar fragmentos do DNA fetal e avaliar a presença de possíveis alterações cromossômicas”, pontua.
Ana Sodré recomenda ter o acompanhamento de um profissional de perto. “Dessa maneira, quando surgir o desejo de engravidar, já haverá uma avaliação adequada para orientar os cuidados necessários e aumentar as chances de uma gestação saudável”, afirma.
Domingos ainda lista alguns cuidados na pré-gestação que podem ajudar a gestante. “Com correção de deficiências de vitaminas, minerais e desequilíbrios hormonais, contribui para reduzir os riscos de perdas gestacionais e alterações fetais”, diz.
Histórico de abortos pode afetar gravidez?
Sabrina Sato revelou que perdeu duas vezes bebês gerados com Nicolas Prattes. Casos como o da apresentadora não são raros, já que mulheres acima dos 40 anos apresentam risco maior de abortamento. ” No caso de perdas gestacionais anteriores, o mais importante é investigar a causa dessas perdas e realizar um preparo pré-gestacional adequado”, diz Ana Sodré.
“Vale lembrar que muitas perdas gestacionais nessa faixa etária estão relacionadas a alterações cromossômicas fetais, que se tornam mais frequentes com o avanço da idade materna. Por isso, uma investigação criteriosa e um planejamento adequado aumentam as chances de uma gestação saudável e bem-sucedida”, indica Ana.
RM NEWS l Redação Multimídia
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